A situação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, ficou ainda mais delicada após novas revelações sobre seu passado profissional.
Uma reportagem do jornal britânico Daily Telegraph revelou um caso ocorrido quando ele atuava como secretário-geral da UEFA.
A investigação aponta que uma mulher recebeu dezenas de milhares de libras ao deixar a entidade, após um suposto relacionamento amoroso com Infantino.
Pressão política e crise de imagem
O desdobramento chega em um momento crítico para o dirigente suíço, que já enfrentava forte desgaste.
A crise anterior envolveu o fracasso de um plano polêmico para vender parte dos direitos da Copa do Mundo.
Agora, o novo escrutínio sobre sua conduta na UEFA coloca em dúvida sua permanência na presidência do futebol mundial.
Líderes políticos já manifestam insatisfação pública com a gestão atual. Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, e Andy Burnham, prefeito de Manchester, declararam que perderam a confiança no dirigente.
Como Infantino pode deixar o cargo?
Renúncia voluntária
O caminho mais direto para a transição no comando da entidade seria a entrega voluntária do cargo por parte de Infantino.
Eleições em 2027
Caso ele decida continuar, a mudança poderá ocorrer nas eleições marcadas para março de 2027. Se as federações retirarem apoio e surgir um nome forte da oposição, ele pode perder o pleito ou desistir da candidatura.
Processos éticos e pressão externa
Os regulamentos da entidade preveem procedimentos para apurar violações éticas. No entanto, a entidade declarou esta semana que “tudo o que foi feito, foi feito em total conformidade com o marco regulatório da FIFA”.
Além dos meios oficiais, a perda de sustentação política entre chefes de Estado e federações filiadas pode tornar a permanência do dirigente insustentável.